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Restaurante no Porto

Restaurante Loureiro

Passados 30 anos "O Poleiro" mudamos de nome para "Loureiro", mantendo a mesma gerência, bom ambiente e qualidade na comida que sempre nos habituou. Temos criticas reconhecidas pela imprensa da especialidade e fazemos parte dos melhores roteiros gastronómicos. 


Com especialidades como sopa de peixe à pescador, tripas à moda do Porto, caril de gambas, bacalhau à Zé do Pipo, filetes de pescada com açorda de bacalhau, posta de vitela arouquesa, vitela assada, e muito mais....

Uma boa cozinha à moda nortenha servida com muita simpatia num local muito agradável.

Sala de Refeições

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Artigo de Opinião na Revista Visão

 

Artigo de opinião " Jornal O Público"

 

 

Este é um caso de evolução na continuidade

 

Por José Augusto Moreira ,

07.11.2007

Modernizou-se sem perder a identidade. No Porto, o antigo Poleiro mudou de nome com o salto de geração mas, agora como Loureiro, mantém uma cozinha segura e alguns pratos com a marca da casa e muito bem conseguidos.

É ainda do tempo em que lá se chegava de eléctrico, mas o restaurante Poleiro trocou de nome com o salto de geração. Continua nas mãos da mesma família, chama-se agora Loureiro e soube evoluir e modernizar-se, preservando toda a essência daquilo que lhe deu fama durante mais de três décadas. No Porto de hoje já não se vai de eléctrico até à Rua de Monte dos Burgos (em boa verdade, não se vai a lado nenhum, tendo sido apenas recuperadas duas linhas para turista usar), que deixou também há muito de ser uma das mais movimentadas vias de saída e entrada na cidade pelo Norte. A deslocação, no entanto, parece continuar agradável e prazenteira.

O restaurante fica mesmo no limite da rua, já em cima do cruzamento com a Estrada da Circunvalação e também na versão moderna, de Loureiro, é um lugar mais tranquilo e cuidado quando comparado com o original. O que não mudou foi a base de cozinha regional e saborosa e o serviço atento e cuidado que sempre foram apanágio da casa. 

O ambiente de discreta e elegante simplicidade como que se denuncia logo do exterior. O nome aparece desenhado em metal na parede granítica e associado a uma pequena vitrina com a ementa do dia. Na sala de entrada, apenas uma meia dúzia de mesas e o balcão de serviço ao fundo, ao lado do qual se acede a uma segunda sala, de idênticas dimensões mas menos exposta à luz directa. Toalhas e guardanapos em algodão branco e baixela igualmente discreta e adequada à função, incluindo o serviço de copos. 

O mesmo sentido de eficácia e contenção na ementa. Dois pratos de peixe e outros tantos de carne como propostas do dia e uma lista mais alargada de sugestões "para confeccionar". A ideia é que haja sempre pratos fixos em dias determinados da semana, chamando a atenção as tripas à moda do Porto (quinta-feira); filetes de polvo com arroz de polvo ou bochechas de porco confitadas com açorda de cogumelos do monte (sexta-feira); e um alargado rol dominical, com bacalhau à Zé do Pipo, arroz de pato à antiga, vitelinha assada com carqueja, cabritinho assado à moda do Douro e as tripas em repetição. Os preços andam entre os 10 e 12 euros por dose, saltando para 22,95 nos casos em que se destinam a um mínimo de duas pessoas.

No dia em que nos sentámos à mesa do Loureiro, uma terça-feira ao almoço, a ementa propunha filetes de pescada com açorda de bacalhau, bacalhau à bela caseira (ambos a 10,95 euros), vitela assada à verde prado (9,75 euros) e ainda gratinado de vitela e vegetais (9,65 euros), que não provámos.

Com a lista, chegaram também à mesa um paté de atum, saboroso e fresco com pedacinhos de cebolinho e pimento, azeitonas com azeite e orégãos, de boa têmpera, e duas bolinhas de manteiga, que não se testaram.

Para entradas pediram-se presunto bísaro (6 euros), de boa textura mas de sabor abafado pela conservação em frio, e ovas de bacalhau em escabeche (3,25 euros), que logo provocaram a primeira agitação na mesa. Boa envolvência, sabores apurados e acidez contida, como que a avisar: alto lá que aqui há mão! 

A confirmação veio logo a seguir, com a açorda de bacalhau que acompanhava os filetes de pescada. Produto fresco, bem confeccionado e com boa apresentação. Terrina com a açorda coroada com raminho de salsa e os filetes, secos e fofos, em travessa composta com vegetais e de impacto atraente. 

Semelhante efeito visual com o tomatinho cereja que coroava a taça em que foi servido o bacalhau à bela caseira. Batata frita laminada na base, legumes cozidos (nabiça, cebola e cenoura, pelo menos) e bacalhau em lascas. Leva depois um molho bechamel, queijo ralado e vai ao forno a gratinar, resultando num prato de belo efeito e idêntico sabor.

Menos conseguida a vitela assada, que chegou à mesa em fatias a atirar para o seco, na companhia de esparregado e umas batatas fritas aos palitos aparentadas ao estilo fast-food. Como dizia o personagem de Herman José, não havia mesmo necessidade!

Para sobremesa, tentações em forma de leite creme queimado (2,75 euros) e tarte de limão (3,5 euros) e um manjar real (4 euros) que mostrou ser outra das obras da cozinha da casa. Taça com doce de ovos, canela e amêndoa aos palitos. Mesmo guloso.


Grandes Vinhos da Bairrada


Para lá de uma cozinha segura e alguns pratos com a marca da casa e muito bem conseguidos, este Loureiro tem na carta de vinhos outra das vertentes a merecer aplauso. Não que seja muito extensa ou que exiba raridades ou aqueles rótulos caros e muito badalados. Antes pelo contrário. Contida, como parece ser a característica geral da casa, mas com opções muito criteriosas e sensatas para todas as regiões. Exemplo disso são as escolhas que acompanharam a refeição. Dois grandes vinhos da Bairrada (região quase desaparecida das cartas dos restaurantes) e a preços nada especulativos. Primeiro, o Vinhas Velhas Branco 2010 de Luís Pato (16 euros), com elegância, carácter e uma acidez precisa, a par de uma rara aptidão gastronómica. Igualmente em grande estilo o Rol de Coisas Antigas 2008 (15,50 euros), um tinto da casa Campolargo com a complexidade dos velhos vinhos da região mas combinando ao mesmo tempo virtudes de evolução e frescura de juventude. 

De perfeita saúde, com respeito pelas temperaturas correctas e servidos em copos adequados, evidenciando que os vinhos são bem tratados e há cuidado e saber na gestão da garrafeira.

A mesma conclusão no que respeita ao critério contido com que é elaborada a ementa e a distribuição dos pratos que são propostos ao longo da semana, o que acaba por se reproduzir em benefício daquilo que é apresentado na factura final ao cliente. Sem alardes ou foguetórios, este Loureiro apresenta-se como um porto seguro, conjugando uma atitude racional com o respeito pela tradição culinária e alguma criatividade à mistura.  

Actualizada a 31.10.2012

 

FONTE:

http://fugas.publico.pt/restaurantesebares/186267_loureiro-antigo-poleiro

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Restaurante Loureiro
Porto - Restaurante Loureiro

Mudámos o nome, mas a alma mantém-se.


228 312 519
 

Ementa


ENTRADAS


. Sopa de Peixe à Pescador

. Ovas de Bacalhau de Escabeche

. Queijinhos Marinados em Ervas Aromáticas

. Presunto de Porco Bisaro

 


 PRATOS DE PEIXE


. Bacalhau à Lagareiro

. Bacalhau à Bella Caseira

. Polvo Assado de Coentrada

. Filetes de Pescada com Açorda de Bacalhau

. Caril de Gambas

. Filetes de Polvo com Arroz de Polvo (sexta-feira)

 


PRATOS DE CARNE 


. Posta de Vitela Arouquesa na Brasa

. Vitela com Espumante e Hortelã

. Bochechas de Porco Preto com Açorda de Cogumelos do Monte

. Arroz de Pato à Antiga

. Tripas à Moda do Porto (domingo e quita-feira)

. Vitelinha Assada com Carqueja (domingo)

 


SOBREMESAS


. Manjar Real

. Bolo Siciliano de Maçã com gelado

. Bolo de Chocolate Branco e Café

. Bolo  de Chocolate e Laranja

. Sericaia com Ameixas em Vinho Tinto

. Mousse de Limão e Framboesa

 

Entrada do Restaurante

 

Rua Monte Burgos 1112
4250-314 PORTO

Tel 228 312 519

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